Comitê da Alece realiza ciclo de formação sobre atenção às vítimas de violência armada
Por Amanda Andrade* / com Assessoria

– Foto: Núcleo de Publicidade da Alece
O Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realiza, entre os meses de outubro e novembro, o ciclo de formações “Cuidando em Rede”, que traz como tema “O papel da rede extensa na atenção às vítimas de violência armada”. A iniciativa visa alinhar fluxos de atendimento e fortalecer a comunicação entre os serviços que atuam diretamente com vítimas da violência armada no Ceará.
As atividades terão início nesta terça-feira (21/10), na Universidade do Parlamento Cearense (Unipace). A ação é voltada para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), ambos da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza.
Durante os encontros, serão debatidos temas como os processos de trabalho no atendimento às vítimas, as políticas públicas voltadas à reparação e ao cuidado, e estratégias de intervenção multidisciplinar, com foco na articulação entre os diversos equipamentos da rede. As formações seguem até o dia 6 de novembro.
CUIDANDO EM REDE
Desde 2019, o projeto Cuidando em Rede, desenvolvido pelo Comitê da Alece, atua na formação de profissionais, na articulação interinstitucional e na produção de materiais técnicos voltados ao aprimoramento dos serviços de acolhimento a pessoas afetadas pela violência armada. Já foram lançados três materiais sobre o tema, todos disponíveis no site cadavidaimporta.com.br.
De acordo com Ingryd Melyna, assessora técnica do Comitê e coordenadora da formação, as capacitações buscam ampliar o alcance do projeto e fortalecer a rede de cuidado.
“Acreditamos que as ações formativas podem ampliar o alcance do ‘Cuidando em Rede’, difundir informações sobre a rede de atenção e fortalecer as ações de capacitação dos profissionais envolvidos. Queremos alinhar caminhos possíveis para o cuidado, orientando encaminhamentos e fortalecendo a rede de apoio intersetorial”, explica.
Segundo ela, os estudos realizados pelo Comitê ao longo de quase uma década evidenciam que o fortalecimento da rede de atendimento reduz a revitimização e contribui para a prevenção da violência.
O diagnóstico elaborado pelo Comitê identificou 15 serviços que prestam atendimento direto a vítimas e familiares de violência armada no Ceará, servindo de base para seminários e recomendações técnicas voltadas a profissionais da área jurídica, de saúde e de assistência social. Desde então, o projeto se consolidou como uma referência na promoção de políticas públicas integradas e humanizadas.
*Estagiária sob supervisão do editor Geimison Maia
Edição: Geimison Maia
Fonte: Assembleia Legislativa do Ceará


